quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Em busca de um milagre (2)

Mateus, Cap. 8.2-3


Lectio:


8.2 E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me.
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8.3 E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra.


Meditatio:


Ontem meditamos na atitude do leproso do texto em vencer as barreiras religiosas e sociais para encontrar-se com Cristo.

Hoje, vamos pensar em outra atitude que ele deliberou realizar para receber o seu milagre.

Segundo o texto, ele adorou Jesus.

Adorar é o ato de reconhecer a divindade daquele a quem se adora.

E aquele homem, discriminado pela religião e pela sociedade reconheceu o caráter divino daquele a quem adorou.

Hà algo de libertador na adoração à Cristo...

Não se trata de um Senhor arrogante, que deseja que todos se dobrem aos seus pés...

Mas por se tratar, Ele próprio, da fonte da vida, por intermédio de quem tudo que existe se fez (João 1), a adoração a Ele torna-se uma necessidade da alma enferma que busca sua libertação. Em Cristo ele encontrou sua fonte de vida, sua paz, sua cura.

Daí, muitos dizerem, que o primeiro passo da libertação é a adoração. É o louvor que liberta. E ela acontece quando a gente se entrega a Cristo, sem reservas, sem medos, mas nos jogamos ao seus pés, entregando nossos pontos, não importando o que pensam os que estão ao nosso redor, e dizemos a ele: "se quiseres, podes fazer...".

Continua...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Em busca de um milagre

Mateus, Cap. 8.2-3


Lectio:

8.2 E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me.
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8.3 E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra.


Meditatio:



Quais foram as atitudes do leproso em questão para receber um milagre de Jesus?

Primeiramente, venceu o "pré" conceito religioso e social.

Religioso, pois era determinado pela lei que os leprosos não ficassem próximos aos "sãos".

Social, pois decorrente de tal comando, os "sãos" afastavam e discriminavam os leprosos.

Dizem que, quando aparecia alguém com lepra, alguém dizia: "leproso! leproso"; e todos saiam correndo.

Há muitos que não se aproximam de Jesus porque acham que não são dignos, não estão prontos o bastante.

Meu caro (a) amigo (a), tento seguir esse Jesus há anos, e até hoje, eu acho que também não estou pronto o bastante.

Na verdade, ninguém está, pois quem pensa que está, nada entendeu do que entender deveria.

Nem tudo neste mundo precisa ficar pronto, acabado, terminado... talvez só as coisas de menor importância...

Jesus não o afastará, não importa a sua enfermidade, sua dor, não importa o que a religião disse de você até hoje, nem mesmo o preconceito que você sofreu.

Jesus não afasta ninguém, não vira as costas para ninguém, a todos acolhe com seu grande amor.

Continua...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Seguindo a Jesus

Mateus, Cap. 8.1


Lectio:

8.1 Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram.


Meditatio:


Jesus tinha acabado de proclamar o seu famoso sermão do monte, que se encontra nos capítulos de 5 a 7 de Mateus.

As multidões se maravilharam tanto, que passaram a seguí-lo.

O que será que impede que muitos o sigam hoje?

Talvez seja o fato de não ouvirem diretamente a Jesus.

Se perdem naqueles que se colocam como seus "intermediários".

Só que seus intermediários não são assim tão atraentes.

A palavra deles não tem tanto poder, apesar de poderosos. Não falam com tanta autoridade, apesar de autoritários. As vezes, seus discursos dão sono. A palavra deles, ao invés de libertar, escraviza. Traz culpa. Não cura. Deixa seus ouvintes sempre um pouco curados, e um pouco doentes, pois não querem pessoas libertas; querem dependentes.

Por isso, cada um de nós é convidado a seguí-lo pessoalmente, a ir diretamente às suas palavras, e aplicá-las à vida.

Ele disse: "eu sou o caminho, a verdade e a vida". E, "se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres".

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ensinando como quem tem autoridade

Mateus, Cap. 7, vers. 28-29


Lectio:

7.28 Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina;
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7.29 porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.


Meditatio:


O que será que o evangelista quis dizer em "ensinando como quem tem autoridade"?

Em princípio, podemos imaginar que ter autoridade significa viver aquilo que se ensina.

E realmente, isto está correto. Só tem autoridade em ensinar algo aquele que vive o que ensina.

Entretanto, no caso em questão, que é o final do sermão do monte, provavelmente aquela multidão não conhecia totalmente a vida de Jesus. Era o início do seu ministério.

Então, "ensinar com autoridade" deve ser algo a mais do que somente viver o que se ensina.

O que deve ser então?...

Um antigo monge, Santo Tomás, dizia que o cristão, principalmente o vocacionado, deveria saber "dividir com a multidão os frutos de sua própria contemplação, de sua própria meditação".

Então, ensinar com autoridade talvez tenha a ver com o fruto que se partilha daquilo que se recebe de Deus.

Jesus era um homem de oração, tinha intimidade com o Pai, uma vida de renúncia e consagração.

É provavelmente disto que procedia sua autoridade.

O sucesso do que vem a público depende em grande medida (ou totalmente) daquilo que se faz em oculto, em particular.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sobre os que não praticam o que aprenderam

Mateus, Cap. 7, vers. 26-27


Lectio:


26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;
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27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.


Meditatio:


O evangelho não é uma ameaça, e sim uma boa notícia, uma promessa; entretanto, os ministros do evangelho têm a responsabilidade de dizer que, se você não colocá-lo em prática, poderá ficar fora daquilo que ele noticia, daquilo que ele promete.

Ouvir as palavras de Jesus e não praticá-las resulta em prejuízo próprio.

Todos os dias vemos cairem pessoas e famílias nas tempestades e vendavais da vida.

Tudo isso poderia ser evitado se o ouvir da palavra viesse seguido por fé e obediência.

A Palavra de Cristo é uma rocha firme, é verdadeiro alimento, é luz.

Todo o que se diz cristão deve ter as palavras proferidas por Cristo guardadas em seu coração, ler todos os dias, praticá-la.

Vá diretamente para o evangelho, para o sermão do monte, para a palavra de Deus.

Faça prova desta Palavra, e você não se arrependerá.

Vá diretamente para a Bíblia. É comida de primeira!!!

Toda pregação, exposição, meditação acerca da Palavra do Senhor, por melhor e mais importante que seja, é comida de segunda.

Ninguém pode viver a vida toda com comida de segunda...

Coma comida de primeira!!! Vá diretamente à Palavra de Deus!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Experimentando colocar em prática o que Jesus ensinou

Mateus, Cap. 7, vers. 24-25


Lectio:


24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha;
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25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.


Meditatio:


O que é interessante e maravilhoso nos ensinamentos de Jesus é que ele te desafia: "põe em prática o que eu ensinei, e veja se não faz diferença!"

Assim fiz eu há uns dezesseis anos atrás, e, em meio a todas as dificuldades, procuro continuar neste caminho.

Eu fiz o seguinte propósito: vou obedecer por duas semanas estas coisas que estão escritas, isso que os cristãos me falam, e vou ver se faz diferença mesmo.

Fui impactado com tanta alegria, paz e cura da qual nenhuma outra experiência no mundo pôde oferecer.

Obedecer as palavras de Jesus traz mais alegria, segurança, paz do que qualquer outras coisa no mundo pode dar.

Durante as tempestades da vida, é a obediência às palavras de Cristo que manterão nossa casa (que somos nós mesmos) em pé.

Um discípulo pode passar pelas mesmas, ou até piores dificuldades do que aqueles que não são.

Entretanto, o discípulo age de forma diferente diante destas mesmas dificuldades, pois tem a Palavra divina escondida em seu coração.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Obediência a Cristo

Mateus, Cap. 7, vers. 21-23


Lectio:


21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
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22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
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23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
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Meditatio:


Quando estes que foram expulsos da presença de Cristo disseram que fizeram muitos milagres em nome de Jesus, este não os desmentiu, ou seja, é provável que tinham feito mesmo.

Daí, podemos concluir que os dons carismáticos (profetizar, expulsar demônios, fazer milagres), por si só, e por mais importantes que sejam, não impressionam a Jesus em absolutamente nada.

É possível ter todos estes dons e ainda assim ser poluído por um coração iníquo, e ser expulso da presença de Deus pelo próprio Cristo, a ponto dele dizer "jamais vos conheci".

Ou seja, fez um monte de coisa em nome de Jesus, e ainda assim, era desconhecido d'Ele!

Isso porque, tais poderes pertencem ao Senhor, a homem nenhum, são dados de empréstimo.

O que "impressiona" a Deus é a obediência daquele que faz a sua vontade, que cumpre sua palavra, e acima de tudo, que busca expressar o seu amor.

Este ouvirá naquele dia: "tive fome, me deste de comer; tive sede, me deste de beber; estava nu, e me vestistes, estava preso, e fostes me visitar, vinde, benditos do meu Pai..."

Os dons carismáticos são empréstimo, mas o amor, nos é dado eternamente; este permanecerá, pois Deus é amor.

Não basta dizer Senhor... é preciso obedecê-lo.

Daí, é desejável que todo aquele que se considera seu discípulo esteja atento ao que ele ensinou.